Publicado por: Gaby | 28/09/09

Resenha: show em NY [23.09]

Outra crítica [se é que podemos chamar esses textos de crítica, já que a imparcialidade mandou lembranças! Hehehe] do show em Nova Iorque.
Traduzido por Arthur Nogacz. Muito obrigada, Arthur! =)

O Snow Patrol faz música que quero dividir com as pessoas.
Esse tem sido o caso desde o lançamento do CD Final Straw em 2004, quando comprei 10 cópias e as distribuí para a maior quantidade de ouvidos dispostos que eu pude encontrar. Não por causa de “Run” (bom, quem sabe um pouco), mas porque ele significava algo pra mim de formas que eu nem sabia que necessitava. E desde então, a banda de Glasgow é uma das que eu não abro mão, não deixo de escutar ou paro de procurar sua riqueza. Simples e verdadeiramente, a música deles conecta; comigo, e com os milhões de fãs fiéis em todo o mundo.
Snow Patrol teve seu grande retorno a Nova Iorque esta semana para divulgar A Hundred Million Suns (lançado em outubro passado) e a compilação de hits Up to Now (a ser lançada em novembro), em dois shows esgotados no histórico Beacon Theatre no Upper West Side de Manhattan. A performance da noite de 4ª feira foi, em um estilo típico do Snow Patrol, cheio de graça, gravitação, honestidade e bom humor. Tudo que era preciso fazer era olhar em volta para os embalados espectadores – todos cantando junto, com as cabeças jogadas pra trás ou com os braços para cima – para ver que a noite era uma celebração genuína do efeito que a banda tem nas pessoas. Eu não me contenho em escrever isso, pois uma das minhas coisas favoritas em ser uma fã dedicada e de longa data do Patrol é o quão reconfortante eles são, e quão confortável eu me sinto com eles.
Junto com Richard Colburn do Belle & Sebastian, o Snow Patrol começou com o set cheio de hits, começando com, de … Suns (e favorito pessoal), “If There’s a Rocket, Tie me to it”, “Chocolate”, “Hands Open” e “How to be Dead”. Foi um incrível começo para uma noite de surpresas (uma rara e suave performance de “You Could be Happy” do CD Eyes Open, de 2006), de usuais e hilárias paradas para comentários de maestral sagacidade de Gary Lightbody (cuidado, taxistas de NY!) e performances potentes das canções preferidas pelos fãs, como a balada “Make This go on Forever” (outra preferida, e talvez maior de todas); “Run” (o que levou Lightbody a ressaltar mais tarde: “Vocês são um monte de pessoas lindas!”); “Shut Your Eyes” (que durou um bocado, e foi o grande momento da noite, durante o qual Lightbody ressaltou que a cidade era o “piloto da América, vocês estão no topo e dirigindo este país…!”; e “Chasing Cars” ( é claro que o grande hit teve sua aparição, e foi “dedicada a Nova Iorque”). “Crack the Shutters”, de … Suns, preservou a romântica e sexual sensação que apresenta na gravação, e “Take Back the City”, música que Lightbody escreveu sobre sua relação de amor e ódio com Belfast, foi brilhante e inspiradora para os espectadores Nova-Iorquinos.
Como bis, a versão completa da música de 15 minutos de … Suns, “The Lightning Strike”, (inspirada em uma tempestade de raios em Glasgow no último inverno) recebeu uma épica e cinemática redenção, que teria, eu suponho, calado os dissidentes na platéia que ainda apresentam algum tipo de preconceito contra os sucessos de parada pop do Snow Patrol. Quando eu falei com Lighbody no último outono, ele observou que essa música “energizava” a banda, e a importância de terminar A Hundred Million Suns com uma batida do coração. Criativa e emocionalmente, isso aconteceu.
Coração não é um problema para essa banda, tão pouco um problema para seus fãs. Na verdade, é sobre isso que se trata. Os fãs que tem amado a banda desde o número 1 ao 85 das paradas, e provavelmente o tem feito desde que eles eram mais bando de trastes irlandeses lançando labaredas na neve.
“You’re All I Have”, sem dúvida a melhor canção puramente pop da banda, foi a música final da noite, e um perfeito e animado modo de dizer adeus à cidade que o Patrol considera como seu “lar americano. Nós nos divertimos muito aqui. E isso é ‘muito’ com 47 milhões e ‘u’s no meio.”
Não fiquem tanto tempo longe do “lar” na próxima vez garotos.

- Sentimentalist Mag


Respostas

  1. de +++++… quando é q vamos ter esse privilégio de ter eles aqui no Brasil hem? buááááá


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